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Um melhor reconhecimento do perfil e das percepções dos jovens ativistas cotemporâneos foi o desafio a que se lançou com êxito o projeto de pesquisa, agora convertido em livro “Quebrando Mitos: Juventude, Participação e Políticas”. Jovens e não-jovens, moradores de capitais e de cidades do interior de todas as regiões brasileiras, indígenas, quilombolas, ciganos, participantes de terreiros e tantos outros ativistas tiveram a oportunidade de, nesse trabalho, fornecer instigantes depoimentos. Ao todo, foram entrevistados 1873 participantes da 1º Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, realizada em Brasília entre os dias 27 e 30 de abril de 2008. Também testemunharam, na pesquisa qualitativa, adolescentes e jovens de diferentes grupos de identidade, como estudantes, participantes de partidos políticos, trabalhadores rurais e urbanos, negros e negras e alunos do ProJovem, entre outros.
Destaca-se na mídia, e até em pesquisas, que jovens ativistas e orientados para a res pública, ou seja, para questões da coletividade, não necessariamente representam uma tendência dominante na juventude contemporânea e que essa seria mais caracterizada pelo individualismo e consumismo. Ora, o livro em foco considera que o extraordinário e o comum (ou o ordinário) se combinam, importando focalizar uma parcela da juventude que quer transformações na política, mas mudar rumos insistindo no fazer política.Preocupam-se não somente com assuntos de jovem, mas com o social rejuvenescendo a nação.
Em geral, ao se analisarem as entrevistas, pode-se verificar uma visão crítica e atenta em relação às questões da juventude e do país e a característica de uma multiparticipação, ou seja, os jovens em geral militam em diferentes grupos concomitantemente. São ambientalistas e, ao mesmo tempo, ativistas de diversos campos – jovens que demonstram preocupação com questões coletivas e atenção às questões específicas de diversos segmentos.
Além de possibilitar dados estatísticos e informações, “Quebrando Mitos: Juventude, Participação e Políticas” dá partida a um processo de investigação 22 sobre os tipos, os mecanismos e estratégias, bem como as características da participação juvenil. A Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e a RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), à frente deste trabalho, estarão fortemente envolvidas no fomento e no desenvolvimento dessa modalidade de investigação.
Realizada pelo Conselho Nacional de Juventude, pela Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e pela RITLA, a pesquisa contou também com o apoio do Instituto Paulo Freire, parceiro na Conferência como um todo, e da Caixa Econômica Federal, instituição apoiadora.
Confira o livro na íntegra.
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