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RITLA lança nova pesquisa sobre a atuação feminina nas gangues do DF

Ritla
15/06/2010
por Ana Paranaguá


 

O livro Gangues, Gênero e Juventudes: donas de rocha e sujeitos cabulosos, lançado nesta segunda-feira, 14,  pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa) e a Secretaria de Direitos Humanos, traz uma nova faceta sobre a atuação das mulheres dentro das gangues juvenis.

Este estudo, inédito no Brasil e na América Latina, revela o perfil dos personagens atuantes no mundo das gangues e as mudanças que esses grupos sofreram na ultima década, desmistificando conceitos pré-estabelecidos pela sociedade. 

Segundo a coordenadora de pesquisa da RITLA, Miriam Abramovay, há 10 anos, quando fez uma pesquisa sobre esta temática, as meninas exerciam um papel acessório dentro da gangue. Elas geralmente acompanhavam os integrantes das gangues, não atuavam. Nesta nova pesquisa, percebeu-se que assim como na sociedade, as mulheres vêm conquistando espaço, por meio de uma participação mais ativa em busca de respeito e, principalmente, visibilidade. Apesar disso, as mulheres ainda não alcançaram o mesmo patamar dos homens dentro destes grupos, mas podem, por exemplo, pichar e liderar outras meninas dentro da gangue.

 



A pichação também aparece dentro de um novo contexto. A questão da territorialidade não é mais fator determinante, afinal o território se expandiu para o espaço virtual, onde é possível promover, até mesmo, guerras entre gangues. Desta forma, a pichação aparece com o objetivo de ser visto por um Estado, omisso, que não enxerga esses jovens. “É como se eles dissessem ‘essa cidade também é minha’” ressaltou, Abramovay.

Além disso, o reconhecimento, aliado ao risco e à adrenalina, é valorizado entre os jovens. "Eles picham o nome de guerra e o nome da gangue. A questão é ter fama entre eles, é conseguir pichar no lugar mais alto, sair na televisão, e ser contra as regras", enfatizou.

Para a socióloga, é preciso uma atuação que evite a criminalização das gangues. A sociedade tem dificuldade em lidar com essa juventude. O estado não desenvolve políticas preventivas. Faltam projetos de inclusão social e espaços de convivência, o que segrega ainda mais a sociedade e dificulta aproximar-se destes jovens.

O livro é  resultado de dois anos de acompanhamento das 13 gangues mais influentes no Distrito Federal, contabilizando mais de 70 pessoas entrevistadas e 150 horas de entrevistas gravadas.

Download do livro

 

 

 

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AVISO DE PAUTA: LANÇAMENTO PESQUISA

PESQUISA REVELA O QUE PENSA E DESEJA A JUVENTUDE ATIVISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL


Aborto, união civil de homossexuais e maioridade penal estão entre os temas abordados

Muitos jovens brasileiros além do namoro, balada, compras, estudo e trabalho estão diretamente envolvidos em atividades políticas. “Esses jovens não só criticam a política atual, como querem mudá-la”, afirmam as pesquisadoras Mary Castro e Miriam Abramovay, autoras do estudo “Quebrando Mitos: Juventude, Participação e Políticas”, com lançamento marcado para o próximo dia 18 no Rio de Janeiro.

Para realizar o estudo, as sociólogas Mary Castro - professora da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), e Miriam Abramovay - coordenadora de pesquisa da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), ouviram quase 2 mil jovens participantes da I Conferência Nacional de Políticas Públicas para a Juventude, realizada em Brasília no ano passado. O evento teve como objetivo promover o debate entre o Governo e a sociedade civil brasileira de maneira a obter subsídios para a consolidação de uma política nacional para a juventude.

Para o estudo foram aplicados 1854 questionários e realizados 30 grupos focais e entrevistar com 280 representantes de entidades diversas, como a Centra Única das Favelas (CUFA), a União da Juventude Socialista, movimento negro, movimento LGBT, movimentos feministas, quilombolas, jovens sindicalistas, jovens da área rural, comunidades indígenas, religiosos, movimento hip hop, entre outros.

 As pesquisadoras traçaram um perfil sociodemográfico e político-institucional desses jovens, que inclui suas percepção sobre temas como maioridade penal, união civil entre pessoas do mesmo sexo, legalização do aborto, segurança pública, as percepções sobre problemas do Brasil, as bandeiras para políticas de juventude em diversas áreas como trabalho, educação, diversidade, e participação política.

A pesquisa é resultado de parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude, o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), e a Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA) – com apoio do Instituto Paulo Freire.

LANÇAMENTO E ENTREVISTA COLETIVA À IMPRENSA

Quebrando Mitos: Juventude, Participação e Políticas – Perfil, percepções e recomendações dos participantes da I Conferência Nacional de Políticas Públicas para a Juventude.

18 de novembro de 2009, às 09h30.

Local: Auditório do Palácio da Cidade - Rua São Clemente, 360 – Botafogo - Rio de Janeiro/RJ

Mais informações:

Marcelo Rebelo – Assessor de Comunicação do CONJUVE:

Luciano Milhomem – Assessor de Comunicação Sangari Brasil – DF: 61-3433-9512, 11-7865-1904 ou Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

Cursos e Atividades

Seminário Regional: Os Desafios da Educação Brasileira: Violência e Drogas nas Escolas - Florianópolis

 

Local: Auditório Antonieta de Barros

Endereço: Palácio Barriga Verde - Rua Doutor Jorge Luz Fontes - Centro

Data Início: 16/11 - Data Final: 16/11

Horário Matutino: 08:30 - às - 11:30         

Horário Vespertino: 13:30 - às - 17:00

 

Ministrante(s):

Cleodenice Aparecida Zonato Fante

Deputado Pedro Francisco Uczai

Deputado Joares Carlos Ponticelli

Miriam Abramovay

 

 Objetivo

Uma pesquisa feita pelo Ibope Inteligência, em parceria com o Movimento Todos pela Educação, fez essa pergunta a brasileiros e brasileiras de todas as regiões do país.

 

Estimulados a apontar os três maiores problemas das escolas brasileiras, 50% dos entrevistados citaram a violência, a falta de segurança e as drogas.. Em segundo lugar, estão professores desmotivados e mal pagos. E, em terceiro lugar aparece a baixa qualidade do ensino.

 

O resultado dessa pesquisa desafia os especialistas e demais profissionais da área, o que levou o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa, deputado Pedro Uczai, a propor o debate dessas questões em três grandes seminários regionais a fim de construir superações.

 

Desmotivação dos Professores - 01/10/2009 - São Miguel do Oeste

Qualidade na Educação - 05/11/2009 - Concórdia

Violência e Drogas nas Escolas - 16/11/2009 - Florianópolis

 

Ementa

Discutir a presença da violência e das drogas no ambiente escolar. Suas manifestações não podem ser banalizadas, pois atinge diretamente o desenvolvimento e a vida das pessoas e pode influenciar o desenvolvimento escolar.

 

Meta

Currículo Resumido Palestrantes: - CLÉO FANTE - Doutoranda em Ciências da Educação e vice-presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar; - JOARES PONTICELLI, deputado estadual e presidente da Escola do Legislativo; - MIRIAM ABRAMOVAY - socióloga e coordenadora da pesquisa Convivência Escolar e Violência nas Escolas da RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana); - PEDRO UCZAI - Mestre em História do Brasil e presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa;

 

Carga horária

8.00

 

Programação

 » Data: 16/11 - hs: 08:30 -->> Abertura

 » Data: 16/11 - hs: 09:00 -->> Palestra: Violência e Drogas nas Escolas - Cléo Fante e Dep. Joares Ponticelli

 » Data: 16/11 - hs: 10:40 -->> Debate

 » Data: 16/11 - hs: 11:30 -->> Encerramento

 » Data: 16/11 - hs: 13:30 -->> Palestra: Violência e Drogas nas Escolas - Miriam Abramovay e Dep. Pedro Uczai

 » Data: 16/11 - hs: 15:40 -->> Debate

 » Data: 16/11 - hs: 17:00 -->> Encerramento

 

 

Audiência Pública Homofobia nas Escolas

 

Data: 22 de outubro de 2009
Hora: 9h
Local: Plenário 3 - Anexo II - Câmara dos Deputados

Apresentação

Homofobia pode ser definida como a rejeição, aversão, medo ou ódio irracional a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Há uma crescente tendência em tornar ainda mais específica a descrição desse fenômeno com a utilização do termo "homo-lesbo-transfobia".

Em pesquisa de 2009, realizada pelo Governo do Distrito Federal e a RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), grande parte dos meninos e das meninas das escolas do DF afirmam que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula. Na pesquisa "Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar", também de 2009, 87,3% dos entrevistados afirmaram ter preconceito com relação à orientação sexual. A pesquisa foi realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com o Ministério da Educação/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, tendo uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários.

Ambos os estudos confirmam os resultados de uma pesquisa nacional anterior publicada pela UNESCO em 2004, intitulada "Juventudes e Sexualidades", que revelou que 39,6% dos meninos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos estudassem com um homossexual e 59,5% dos professores afirmaram não ter conhecimento suficiente para lidar com o assunto na sala de aula.

As consequências da homofobia na escola podem incluir a evasão escolar, a desistência dos estudos, a resultante falta de qualificação para o mercado de trabalho, a discriminação na busca por emprego e a marginalização social. Em alguns casos, a perseguição na escola tem levado jovens LGBT a se suicidarem.

Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), afirma que é preciso chamar a atenção dos legisladores. "Por meio de pesquisas científicas e debates, vamos que há uma necessidade real e urgente de promover a proteção da população LGBT contra a discriminação, aprovando legislação que criminalize a homofobia, como ocorre com outras legislações que proíbem outras formas de discriminação, como o racismo", diz. Reis se refere ao Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006, que já tramita no Senado Federal há mais de dois anos. "A escola é um espaço importante para aprender desde cedo a respeitar as diferenças e a diversidade", acrescenta.

A audiência contará com apresentações de vários especialistas no assunto de sexualidade, homofobia e educação, desde representantes da sociedade civil até representantes do governo federal. Uma das experiências a ser apresentada é da ONG Pathfinder do Brasil, que executa o projeto Escola Sem Homofobia em parceria com o Ministério da Educação, a ABGLT, a Reprolatina, a ECOS – comunicação em sexualidade e a GALE (Aliança Global para a Educação LGBT).

O projeto tem três focos de ação: consultas ao governo e à sociedade civil visando obter propostas para políticas de educação que promovam o respeito à diversidade sexual nas escolas; a produção de material educativo para uso nas escolas e a capacitação de educadores na sua correta utilização; e a realização de uma pesquisa em 11 capitais, também com o objetivo de orientar as políticas públicas de educação na área específica de questões LGBT.

Também será representada na audiência a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, que deverá expor as medidas que o governo já vem implementando nesta área, como parte do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, lançado em 14 de maio do corrente ano.

Outra novidade será a discussão sobre a autorização da utilização do "nome social" de travestis e transexuais nas escolas e nos documentos e registros escolares. O nome social é o nome que travestis e transexuais escolhem em vez do nome de registro, sendo que o uso deste último na maioria das vezes causa constrangimento por não corresponder à sua identidade de gênero ou aparência física.

 

SENADO FEDERAL

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE

Secretaria da comissão

anexo 2, ala senador alexandre costa, sala 17/A

70165-900 — BRASÍLIA-DF

Fone: 3303-4805/4604 — e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

 

SEMINÁRIO

 

DIVERSIDADE NAS ESCOLAS: PRECONCEITO E INCLUSÃO”

 

1º PAINEL

 

“ORIENTAÇÃO SEXUAL, IDENTIDADE DE GÊNERO  E RELAÇÕES DE GÊNERO”

 

 

 

Data: 21 de outubro de 2009

Horário: 10 horas

Local: Senado Federal

           Comissão de Educação, Cultura e Esporte

           Anexo II, Ala Alexandre Costa, Sala 15 – Plenário

           Brasília-DF

 

 

Palestrante 1: Fernando Haddad, Ministro de Estado da Educação – 10’


Palestrante 2: Nilcéa Freire, Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República – SPM – 10’

 

Palestrante 3: Toni Reis, Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT – 10’

 

Palestrante 4: Carlos Laudari, Diretor da Pathfinder do Brasil – 10’

 


Palestrante 5: Miriam Abramovay, Coordenadora de Pesquisa RITLA - Rede de InformaçãoTecnológica Latino-Americana – 10’   

 

Palestrante 6: Pedro Chequer, Médico e Coordenador do UNAIDS no Brasil (Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids) – 10

 

 

Moderador: Senador Flávio Arns, Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal
 
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