O Globo Domingo, 24 de janeiro de 2010 por Tatiana Farah
A cidade de Campinas, no interior paulista, terá a primeira escola para jovens gays do país. Com recursos do Ministério da Cultura e do governo do estado, a ONG E-Jovem vai abrir a escola em março, com cursos gratuitos de dança, canto, TV/Web e produção de fanzines. Dezenas de adolescentes homossexuais e heterossexuais já fizeram as inscrições para as aulas, que terão 20 alunos por turma. Na grade curricular do ano que vem, já está previsto um curso para formação de drag queens.
- A Parada (Gay) mostrou que os homossexuais existem. Agora, queremos mostrar que eles têm o que dizer - afirma o professor universitário e militante gay Deco Ribeiro, de 38 anos, um dos idealizadores do projeto.
A escola não vai oferecer o ensino regular, mas cursos que promovam a cultura homossexual e fomentem a formação de meios de divulgação, como os fanzines e a TV por internet. O projeto tem financiamento público de R$ 180 mil, a serem gastos em três anos. A proposta de criação da escola foi uma das 300 contempladas no programa do governo para a formação de pontos de cultura.
- O importante é valorizar a identidade desses jovens, que precisam de um espaço de cultura e de meios para se expressar. Há muito preconceito, e uma forma de combater isso é valorizando a cultura LGBT - afirma Deco.
Leia mais...
Os sonhos não envelhecem Quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 por Ramon Fonseca
Em janeiro, Salvador sedia o Fórum Social Temático da Bahia, que terá início no dia (29/01), logo depois do Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre. A temática da juventude será debatida no decorrer do evento por diversos especialistas da área, como o secretário adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, Danilo Moreira.
O secretário participa no dia (29/01) às 9h, na Tenda da Juventude de um debate sobre “A participação da juventude na construção de políticas públicas: Legado e Perspectivas” e também do lançamento do Livro: Quebrando Mitos – Juventude, Participação e Políticas, com presenças de uma das autoras a socióloga, Mary Castro, junto com Miriam Abramovay, traçou um perfil da juventude ativista que participou da 1ª Conferência Nacional de Juventude, em 2008.
Um dos destaques no Fórum Social Mundial Temático da Bahia é a Tenda da Juventude. Trata-se de um espaço localizado no Passeio Público, em Campo Grande, a Tenda da Juventude - Um Diálogo com a diversidade contará com uma programação de debates, intervenções culturais e a posse da nova diretoria União dos Estudantes da Bahia – UEB.
“A Tenda da Juventude é importante para pôr, na agenda do Fórum, as pautas da juventude e, ao mesmo tempo, ser um espaço de articulação e congregação deste seguimento social, através de suas diversas organizações”, destacou o presidente do Conselho Estadual da Juventude – Cejuve, Juremar Oliveira, um dos responsáveis pelo espaço. Movimento estudantil, juventudes ligadas a ONGS e juventudes partidárias estarão reunidas na Tenda, atestando o seu caráter diverso e plural.
Leia mais...
Folha de S. Paulo/SP Domingo, 10 de janeiro de 2010 por Juliana Coissi
Um diagnóstico completo da violência que acontece nas escolas de Ribeirão Preto é uma peça de ficção justamente para quem precisa traçar estratégias e solucionar o problema. O Estado, a prefeitura e a Polícia Militar afirmam não possuir um balanço oficial dos casos.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação, pesquisas anteriores traziam dados incompletos. Em junho, a pasta implantou um banco de dados em que o diretor da escola registra conflitos na unidade.
Professores, alunos e funcionários não podem acessar o sistema -há um canal separado para eles -e a interpretação e o registro do que é violência ficam a cargo do diretor.
Por esse banco, segundo a secretaria, acontecem em média 80 casos de violência por dia nas escolas estaduais, entre as 5.400 unidades. Mas a própria pasta admite que o banco de dados ainda não é completo, porque nem todos os diretores do Estado alimentam o sistema.
Leia mais...
Folha de S. Paulo/SP Domingo, 10 de janeiro de 2010
A agressão nas palavras ou no tom de voz por parte de professores e diretores, somada a apelidos entre alunos, está entre as formas de violência institucional que podem desencadear os atos mais graves.
Essa é a opinião de Miriam Abramovay, que há 15 anos pesquisa violência escolar, autora de diversos livros sobre o assunto e membro da Ritla, uma rede latino-americana de informação. "Existem os xingamentos, a agressão simbólica, homofóbica."
A pesquisadora Caren Ruotti, do NEV da USP de São Paulo, também alerta para a violência da instituição. "O aluno é estigmatizado, excluído por suas notas e por seu comportamento. Como a escola não pode expulsar o aluno, muitas vezes o transfere de escola, em vez de assumir o problema", diz.
Atualmente, o fenômeno da violência tem atingido igualmente meninos e meninas, em uma lógica do que é socialmente valorizado, segundo Abramovay. "Hoje aparece mais quem briga mais, quem sabe se defender", disse.
|